Never Shout Never - South American Tour 2014 
Sexta, 14 de novembro de 2014
no Carioca Club em São Paulo/SP

    Never Shout Never de volta ao Brasil. Quando recebemos o release sobre o show há algum tempo, eu pensei que seria mais uma banda Indie Teen, copiando o Strokes ou qualquer uma do gênero, porém, ao pesquisar sobre a banda minha surpresa foi bem grande, pois, a mesma apresenta um Folk Rock bem maduro, e vimos como grande interesse do Rock On Stage em estar presente cobrindo um show diferente do que normalmente fazemos e onde seria a primeira vez em nossas páginas. Mas, para aqueles que não conhecem o Never Shout Never, vão aqui algumas informações: ela é americana e no início era um projeto solo de Christofer Drew e hoje nos vocais e guitarras, Ian Crawford na outra guitarra, Taylor MacFee no baixo e Hayden Kaiser na bateria.

    Eu sempre procuro escutar bandas novas para observar qual será o futuro do Rock, e quais diferenças das gerações passadas elas possuem, já que hoje, muitas das lendas estão perto do fim de carreira e precisamos que surjam novidades, se reinventando e cativando novos fãs e seguidores para que o estilo sempre se perpetue. E ao chegar ao Carioca Club pude ver uma longa fila, que aos poucos todos foram entrando de forma tranquila para que pudessem ver a nova passagem do quarteto pelo Brasil.

    A expectativa foi aumentando de acordo com o passar dos minutos do pequeno atraso que o show teve. Então, quando finalmente se abriram as cortinas do Carioca Club e estávamos sendo expostos ao som de Love Is Our Weapon do primeiro disco, o What is Love? de 2010 em  um formato meio semi acústico com um Rock bem interessante e completamente distinto do que as bandas mais Pop e Teens estão fazendo, mostrando uma sonoridade diferente e interessante nesta abertura de seu set.

     Ascendendo um cigarro no palco e brincando com a plateia Christofer Drew então introduz a This Shit Getz Old, e claro, que o cigarro faz lembrarmos o vídeo da canção e a batida mais para dançar do disco Harmony ( também de de 2010 ), que foi bem executada e recebida pelos fãs presentes. Em seguida foi a vez de Trouble, música curtinha, porém, precisa do EP Me & My Uke de 2009.

    Silver Ecstasy do álbum Time Travel de 2011 prosseguiu o show com o palco totalmente azul, que ficou muito bom contrastando com os integrantes, que pareciam estarem em uma sombra. O vocalista Christofer Drew aciona todos os músicos da banda com o famoso: "one, two, three four..." e assim começa a Piggy Bank ( outra do Harmony ) com suas quebras rápidas de ritmos, tornam a música muito receptiva com leves solos de Blues.

     Outra música que apresentou fortes influências de Blues foi a Wild Child do novo Sunflower de 2013 e era bem interessante reparar na presença de palco dos músicos, pois todos estavam se destacando, mas os olhos da plateia - principalmente feminina - vão para o vocalista Christofer Drew e a canção Awful do Time Travel com suas quebras de ritmos e viradas fizeram todos cantarem o refrão com a parte "...sometimes in the middle of the night...." e os seus corais, me lembraram muito o que o Supertramp fazia, embora o estilo das bandas sejam bastante diferentes, creio que esta seja a melhor música do Never Shout Never ao vivo, pelo menos que eu achei.

    Vendo essa alegria da plateia Christofer Drew fala: "Amos vocês, vocês são sempre demais", depois conta até três e a introdução de bateria feita por Hayden Kaiser anuncia que a próxima seria um cover, muito executado pelas torcidas nos estádios de futebol e estou falando de Seven Nation Army do White Stripes, que teve um belo solo de guitarra de Ian Crawford usando o 'slide' em sua guitarra, além de todos mais uma vez cantarem os "ôôôô" da música, destacando outro dos grandes momentos deste show.

    Christofer Drew volta ao violão para nos exibir uma do álbum Indigo de 2012 com a canção Magic, e numa versão mais acústica que a do estúdio, e na verdade esse tipo de comparação acontece em quase todas composições, pela maneira que o Never Shout Never as executa.

    O vocalista pega sua sua gaita e ainda no violão emenda duas na sequencia, primeiro a Lovestick ( do Harmony ) e depois a California, essa última do álbum Whats Is Love?, uma música bem interessante que lembra as baladas Hard Rock anos 80, porém, com outra roupagem e neste momento os fãs jogaram no palco uma bandeira do Brasil. A banda respeitosamente a pegou e colocou no palco, que fez que o Never Shout Never fosse extremamente aplaudido.

    Ladybug do recente Sunflower e com Big City Dreams do EP de estreia da banda de 2008 finalizaram a apresentação do quarteto, que literalmente pareceu que voou de tão rápido que aconteceu.

     O bis veio com todos os músicos no palco para executarem o último momento do Never Shout Never com os fãs no show de São Paulo/SP com a canção Lost At Sea do Time Travel, que deu números finais ao curto show da banda e novamente - como em todas suas passagens anteriores - posso dizer que os americanos deixaram os fãs satisfeitos nesta quase uma hora e meia de show, mesmo deixando de fora vários hit´s como Can't Stand It, que esperamos que sejam tocados em um futuro retorno no Brasil.

 

Texto: Marcos César de Almeida
Fotos: Tatiana Maiara Foster e Marcos César de Almeida
Agradecimentos à Heloísa Vidal e a Free Pass
pela atenção e credenciamento
Dezembro
/2014

Set List do Never Shout Never

1 - Love Is Our Weapon
2 - This Shit Getz Old
3 - Trouble
4 - Silver Ecstasy
5 - Piggy Bank
6 - Wild Child
7 - Awful
8 - Seven Nation Army
9 - Magic
10 - Lovestick
11 - California
12 - Ladybug
13 - Big City Dreams

Bis:
14 - Lost At Sea

Confira aqui uma galeria de 18 fotos do show do Never Shout Never no Carioca Club em São Paulo/SP

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