Trovão - Diamante
 9 Faixas - Classic Metal Records - 2025

    A banda de Heavy Metal tradicional conhecida como Trovão teve sua origem em 2018 após o término do Tiger através de Gustavo M. ( ex-Selvageria, ex-Tiger e ex-Metrallion ) e sua vontade no novo projeto era de reviver o espírito intenso e cheio de melodia do Hard'n'Heavy dos anos 80 com influências de AOR e com letras em português.

    Suas inspirações vieram de nomes como Saxon, Dokken e das lendas brazukas Made In Brazil, Patrulha do Espaço, Harppia e Kamikaze. Depois de muito trabalho, o Trovão lançou o disco de estreia nomeado como Prisioneiro do Rock'n'Roll em 2021 pela Classic Metal Records em cd, em vinil pela Caveira Velha Produções e em K-7 pela trinca Up The Hammer, Black Legion Records e Legion Records.

    O line up responsável por este segundo disco de estúdio, que recebeu o título de Diamante, além do já citado Gustavo M. Trovão nos vocais é composto por Igor Senna ( do Night Prowler e ex-Álcool e ex-Portas Negras ) na guitarra, Alexandre Gatti na outra guitarra e backing vocals, Lucas Chuluc ( Álcool, Night Prowler, ex-Flagelator e ex-Grave Dancer ) no baixo e backing vocals, Luke D. Couto ( ex-Rider, ex-Álcool e ex-Creatures ) nos teclados e Alan Caçador na bateria.

    Este Diamante foi lapidado entre 2024 e 2025, sendo o responsável Rodrigo Toledo em processos de gravação e mixagem que foram realizados entre maio e dezembro de 2024 enquanto que a masterização aconteceu em fevereiro de 2025. O guitarrista Alexandre Gatti assina a capa com o enorme diamante brilhando e o outro guitarrista, Lucas Chuluc cuidou do encarte, que tem fotos dos músicos tiradas por Davi Moreira, além de letras e um aspecto visual bem anos 80.

    Aberto com Preso ao Passado, o quinteto mostra uma sonoridade contagiante logo nas primeiras notas da música na junção do baixo e das guitarras, que é bem ambientada no Hard'n'Heavy e adiciona uma pegada mais acelerada pouco depois com riffs consistentes tocados com muita habilidade por Alexandre Gatti e Igor Senna ( puro suco de Heavy Metal ), vocalizações firmes e empolgantes através de uma letra clamando por liberdade no estilo da década de 80, que nos trouxe uma certa nostalgia no ar, e isso, além de um refrão que certamente ficará na cabeça. Depois em Seres da Noite, a pulsante atmosfera AOR fica em evidência nesta ótima composição do Trovão e o clima saboroso da essência oitentista fica claro nos teclados e nos backing vocals. Todavia, tal qual a canção anterior, Igor Senna nos brinda com solos admiráveis em sua guitarra e novamente acabaremos cantarolando o seu refrão com Gustavo M. Trovão.

    Para a terceira, a Trovão, que empresta o seu título para a banda, temos um Heavy Metal vibrante e envolvente, seja em seu andamento, em seus vocais ou em seus solos de guitarras repletos de voltagem. Na sequencia é a vez de Até o Fim, onde o sexteto dispara uma música em que a presença dos teclados e dos riffs de guitarras assinalam o caminho que Gustavo M. Trovão vai cantar os seus versos demonstrando uma garra imensa e assim conquistar o ouvinte, enfim, outra sonzeira criada pela banda.

    Com dedilhados formosos, a cativante Olhos da Cidade é possuidora de uma aura Heavy melodiosa que te acerta em cheio logo na primeira audição e você já fica fã dela. Confirme ouvindo atentamente seus solos de guitarras, sua base nos teclados e a forma que Gustavo M. Trovão canta os seus versos.

    Na faixa que concede o nome ao cd, a Diamante, somos expostos a solos incandescentes da dupla de guitarristas e a uma presença marcante nos teclados ( que no decorrer estabelecem uma vislumbrante harmonização da composição ) para depois sentirmos a sua letra ser cantada com muito feeling por Gustavo M. Trovão em que você percebe influências da década de oitenta no som e apaixona-se instantaneamente pela música, pois, é um Heavy Metal excelente e altamente viciante.

    A sétima do álbum é a versão do Trovão para a Não Lembre Mais de Mim do Vapor e a canção criada lá nos anos 80 ficou com uma sonoridade e uma pegada deveras atraente, que se tornou uma homenagem cheia de solos à banda de Hard Rock carioca. Em um princípio, cujos solos me lembraram do Van Halen, a excelente Sociedade Corrompida já é a penúltima de Diamante e este Hard'n'Heavy de solos de guitarras reluzentes e vocais inflamados é a receita certa para outra grande canção do disco, que assim como as anteriores vale uma atenção em sua letra e um deleite em seus caprichados solos de guitarras a la Iron Maiden. No término, o sexteto enviou a relativamente galopante Insanidade, que contém alguns dos solos de guitarras mais esbeltos do cd, além de um refrão em coro de fácil assimilação, um ambiente Heavy Metal inflamável, enfim, o que queremos ouvir em um álbum assim.

    Como é satisfatório ver mais uma banda no Brasil que mantém o Heavy Metal vivo, sendo que o Trovão enaltece o estilo que amamos revivendo a sua melhor época e fazem isso com primor. Então, ouça em alto volume, coloque este Diamante em sua coleção e entenda porque a banda esteve no Bangers Open Air de 2026 e em outros importantes shows e festivais. Sei dizer que este Trovão já estourou fortemente e suas ondas de choque vão chegar para todos os lados através de seu estrondoso Heavy Metal.
Nota 9,5.

Por Fernando R. R. Júnior
Abril/2026

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