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Mythra -
Temples Of Madness
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Neste trabalho, o line up do Mythra conta com os fundadores John Roach na guitarra e Maurice Bates no baixo, Alex Perry na guitarra ( esteve entre 1980 a 1982 e retornou em 2014 ), Kev McGuire nos vocais desde 2018, Phil Davies na bateria desde 2014. As gravações ficaram à cargo do baterista Phil Davies e foram realizadas no Downcast Base HQ, enquanto que a mixagem e a masterização são assinadas por Dave Curlem no First Avenue Sudios.
Na capa de Temples Of Madness vemos um templo grego com as pessoas subindo até ele e também de uma fênix e a morte, possivelmente, representando uma visão do além ( o mundo entre mundos ou o mesmo o purgatório ). Essa capa foi desenhada por Roberto Toderico e o encarte do cd possui 12 páginas com as letras das músicas, fotos da banda e informações, cujo layout é de Júlio César "Ché" Valente da JCCV Design.
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Para Failure Of Fortune, os ingleses atacam com uma composição de mais velocidade, onde a condução da dupla de guitarristas Alex Perry e John Roach pavimentam o caminho eletrizante a que somos expostos com outra atuação empolgante do vocalista Kev McGuire. A quinta de Temples Of Madness é a melódica e encorpada Prophecy, que também é calcada na linhagem incandescente do Heavy Metal do Mythra, sendo que vale dizer que outra vez o quinteto está devidamente sincronizado e produziu mais uma excelente canção.
Para a canção título, a Temples Of Madness começa aos dedilhados e traz uma aura épica com Kev McGuire vocalizando seus versos com muito feeling até que os riffs de guitarras sejam requisitados e mudem o direcionamento da música adicionando o devido peso exalando em seguida solos forjados com precisão por John Roach e Alex Perry no melhor da New Wave Of British Heavy Metal para terminar aos dedilhados do jeito que os fãs do Iron Maiden conhecem muito bem ( será que Steve Harris se inspirou no Mythra para algumas músicas da donzela? )
Em The Reaper, que não é uma versão do Judas Priest ( entretanto, a faixa possui a pegada do quinteto de Birmingham ) e sim uma criação tão intensa quanto, o Mythra apresenta um Heavy impactante de primeira, que é vocalizado com garra e com as guitarras em destaque concedendo mais robustez à esta música. Sem firulas... só Heavys diretos... e assim chegamos na oitava de Temples Of Madness, que é a marcante Dangerous, onde eles alternam com habilidade suas linhas melódicas com uma abordagem ríspida e incansável muito bem vocalizada e que ao vivo deve ficar melhor ainda. A acelerada Vertigo toma o seu lugar no álbum com seu andamento fervoroso e com o poder de ser mais uma música ao ser executada nos palcos será garantia da participação dos fãs no refrão junto a Kev McGuire.
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Não conhecia este Heavy Metal lotado de voltagem do Mythra antes, todavia, após as atentas audições deste álbum Temples Of Madness para a sua resenha aqui no Rock On Stage, não somente fico feliz com o seu retorno como também recomendo para que todos os admiradores do estilo possam conhecer a banda o mais breve possível e incluam esta pérola recente em suas coleções ( além disso, vale se ligar nos outros discos deles também ). Rendo também um parabéns especial à Classic Metal Records por nos brindar com outro álbum excelente de New Wave Of British Heavy Metal.
Nota: 9,0.Por Fernando R. R. Júnior
Março/2025
Facebook: https://www.facebook.com/mythrametal. |
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